Qualidade da uva é favorecida pelas condições climáticas no Rio Grande do Sul
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições meteorológicas têm sido favoráveis à manutenção da sanidade dos pomares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (12/02), Em Hulha Negra, a colheita iniciou tanto para venda in natura quanto para a elaboração de sucos e vinhos. As principais variedades cultivadas no município são Isabel, Niágara, Bordô, Violeta e Concord.
Segundo os produtores, a cultura apresenta adequada produtividade e qualidade, e o preço de venda está em torno de R$ 8,00/kg. Na Fronteira Oeste, segue o período de maturação e colheita nas áreas de produção de uva. Em Quaraí, a colheita chega a 20% dos 96 hectares cultivados, principalmente variedades de mesa e brancas viníferas.
Na região de Caxias do Sul, as cultivares de ciclo precoce e médio estão em colheita. O tempo predominantemente seco e com baixa precipitação pluviométrica favoreceu a sanidade dos vinhedos e o aumento do grau Brix, melhorando a qualidade da matéria-prima processada. Em algumas cultivares de uvas americanas e viníferas, o grau Brix variou entre 14° e 18°. No Ceasa Serra, o preço da Niágara se elevou de R$ 3,75 para R$ 4,30/kg. Na comercialização direta na propriedade, os produtores receberam entre R$ 2,00 e R$ 3,00/kg.
As cultivares Lorena, Niágara Rosada e Niágara Branca estão em fase final de colheita, assim como a Bordô, que apresenta grau Brix de 12° a 16°, na região de Frederico Westphalen. Na de Ijuí, a colheita das cultivares americanas se aproxima do fim, com produtividade considerada satisfatória pelos agricultores. A comercialização está em andamento, mas, devido à grande oferta, houve redução de preços em algumas localidades. Os preços praticados na região foram de R$ 6,00/kg. E na de Passo Fundo, a produtividade está elevada, e a qualidade das uvas excelente. As cultivares de mesa estão sendo comercializadas a R$ 6,00/kg, e as viníferas e R$ 3,00/kg.
SOJA
A cultura da soja está principalmente em fases reprodutivas (42% em florescimento e 39% em enchimento de grãos). Na maior parte do período, as condições climáticas foram desfavoráveis, caracterizadas por déficit hídrico, temperaturas elevadas (atingindo 40 °C na Região das Missões), alta demanda evaporativa da atmosfera e baixa umidade relativa do ar. Esse conjunto de fatores provocou estresse hídrico em parte das áreas com sintomas fisiológicos, como murchamento, senescência foliar precoce, abortamento de flores e vagens, redução e queda da área foliar, comprometendo o potencial produtivo em diversas regiões.
A semeadura tardia e a implantação de soja em sucessão ao milho ocorreram de forma irregular, causando dificuldades de emergência e estabelecimento em áreas sem irrigação, o que agravou a desuniformidade de estandes e o risco de replantio e de perdas adicionais. Algumas áreas inicialmente projetadas tendem a não ser implantadas.
Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 6.742.236 hectares. A produtividade projetada antes do início do plantio, deverá ser impactada negativamente pelas condições climáticas. A Instituição realizará levantamento de campo na segunda quinzena de fevereiro para a atualização das estimativas de produtividade e produção.
MILHO
A colheita do milho chega a aproximadamente 50%, avançando rapidamente em função do tempo seco e quente, que reduz a umidade dos grãos de forma mais acentuada. O restante das lavouras se distribui entre maturação (21%), enchimento de grãos (16%), floração (6%), desenvolvimento vegetativo (7%). As produtividades nas áreas colhidas estão satisfatórias com média próxima à projetada inicialmente, mas há variabilidade significativa em função das condições edafoclimáticas e do manejo.
A diminuição das chuvas e as altas temperaturas nas fases críticas, em especial pendoamento, polinização e enchimento de grãos, têm impactado negativamente o potencial produtivo, e há perdas mais expressivas em áreas com solos de menor capacidade de retenção hídrica. A baixa umidade do solo tem limitado o plantio em segunda safra e de cultivos em sucessão, causando problemas de emergência e desenvolvimento inicial.
Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade foi inicialmente projetada em 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Nova projeção será divulgada no início de março.

.jpg)


.jpg)

.jpg)






.jpg)


.jpg)












.jpg)
.jpg)
.jpg)





.jpg)

.jpg)


