Boletim da Receita Estadual indica cenário de recuperação nos números da indústria
A Receita Estadual publicou, nesta quarta-feira (15/7), a 16ª edição do Boletim Semanal sobre os impactos da Covid-19 nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS do Estado. O destaque dos principais indicadores econômico-fiscais do Rio Grande do Sul é o desempenho positivo das vendas da indústria, que registrou crescimento frente a períodos equivalentes de 2019 pela terceira vez - não consecutiva - nas últimas seis semanas. A publicação, que está disponível no site da Secretaria da Fazenda e no Receita Dados (portal de transparência da Receita Estadual), considera o período entre 16 de março, quando foram adotadas as primeiras medidas de quarentena pelo Governo, e a última sexta-feira (10/7).
Segundo o Boletim, na última semana analisada, entre 4 e 10 de julho, as vendas da indústria aumentaram +4,4%. A sequência desde o início de junho indica variações de +2,7%, -10,3%, +2,6%, -14,1%, e -3,4%. No acumulado, há queda de -12,2%. “O fato de estarmos alternando entre resultados positivos e negativos é um avanço, visto que anteriormente o setor industrial havia apurado dez semanas consecutivas de perdas em relação ao ano anterior”, salienta Ricardo Neves Pereira, subsecretário da Receita Estadual.
Entre os setores industriais, o destaque positivo da semana é o segmento de “Veículos”, que apresentou seu primeiro crescimento interanual desde março, passando seu indicador semanal de -3,6% para +5,9%, e diminuindo também sua perda acumulada no período da crise de -53,3% para -51,0%. O fator que mais influenciou o desempenho positivo foram as vendas de peças automotivas. O volume médio diário de operações, que estava entre 15 a 30 milhões de reais até metade de junho, passou à faixa de 50 a 60 milhões nas últimas duas semanas. Apesar da melhora, o setor segue sendo o segundo mais impactado no período total da crise, atrás apenas do ramo “Coureiro-Calçadista”, que tem queda de -55,3%. Os segmentos de “Metalurgia” (-31,5%) e “Têxteis e Confecção” (-24,0%) também estão entre as maiores perdas. Por outro lado, os maiores ganhos acumulados ocorrem na indústria de alimentos, com destaque para “Arroz” (+40,4%), “Suínos” (+31,0%) e “Trigo” (+23,5%).
Na análise do atacado, a performance segue estável. Nas últimas cinco semanas as variações frente a períodos equivalentes de 2019 oscilaram entre -0,9% e +3,3%, com índice de -0,3% entre 4 e 10 de julho. No acumulado desde o início da pandemia, há crescimento de +1,0%. Os melhores desempenhos ocorrem nos atacadistas de “Alimentos” e de “Insumos Agropecuários”, com ganhos acumulados, respectivamente, de +28,7% e +39,8%.
A atividade Varejista, por sua vez, após apresentar crescimento na segunda semana de junho, registra novamente quatro semanas consecutivas de perdas. O indicador no período de análise da 16ª edição do Boletim (4 a 10 de julho) foi de -8,2%. No acumulado, a redução é de -13,2%. Os únicos setores com performance positiva são “Supermercados” (+18,5%) e “Medicamentos” (+3,9%). A maior queda continua sendo apresentada pelo setor varejista de “Vestuário” (-49,2% no acumulado da crise).
Na visão por região do Estado, conforme os 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDE) existentes no Rio Grande do Sul, as vendas do varejo nas localidades cuja participação na atividade industrial gaúcha é maior (Metropolitano Delta do Jacuí, Vale do Rio dos Sinos, Serra, Sul e Vale do Taquari, que respondem por ¾ da produção industrial do Estado) vêm sendo mais impactadas que nas regiões com menor participação industrial. O indicador de curto prazo (14 dias) do primeiro grupo está em -12,3%, enquanto para o segundo encontra-se em -2,6%.
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