VIDEOS

Costumes Missioneiros e Filosofia De Gaudério por Noel Guarany

Costumes Missioneiros
     Vou dizer como é a vida/Dos índios lá do meu pago/Levantam de madrugada/Prá prosear e tomar um amargo/Nem bem clareia o dia/E cada qual nos seus encargos
     Domingo encilho o pingo/Bem cedo, de madrugada/E saio a galopito/Visitar minha namorada/Esse e um costume que eu tenho/Quando não ando em tropeada
     Em maio nas marcações/Eu sempre dou mostra do braço/Pealando de sobre-lombo/E laçando de todo o laço/"Inté" eu mesmo me admiro/Das gauchadas que eu faço
     Por isso faz recordar/Dos pagos da Bossoroca/Onde a galinha não canta/E o tatu não sai da toca/E o campo santo tá aberto/Prá aquele que me provoca
     E também faz recordar/Dos pagos de Itaroquém/Daqueles campos tão finos/Que nem macegas não tem/Que as velhas de mim tem raiva/E as moças me querem bem
    De todas estas coisas lindas/Que existem no meu rincão/Várzeas, coxilhas infindas/Algo de admiração/Tomara que eu sempre viva/Prá bem dizer o meu chão. 
Letra de Noel Guarany, Jayme Caetano Braun 
                       Filosofia De Gaudério
     Senhores peço licença , licença preste atenção
Que junto com meu violão num estilo missioneiro
Num lamento bem campeiro de gaudério pajador
Pois ser gaúcho senhor que em toda a pampa existe
É o homem que canta triste por isso eu nasci cantor.
     Peço perdão aos senhores a minha xucra linguagem
Pois nela eu trago a imagem do pampa de muitos anos 
De índio sul americano bordoneado de heroísmo
E o eu crioulo aticismo num gesto de reverência,
Força minha inteligência e ser poeta sem catecismo.
     Eu aprendi cantar versos em faculdades campeiras
Em reuniões galponeiras e em bolichos de campanhas
Tomando um trago de canha para afinar a garganta
Pois necessita quem canta de inteligência agitada
Se acaso levar rodada dá um gritito e se levanta.
     São versos de selva e campo, se perdem ao vento teatino
Repontando o meu destino campeia meu pensamento
Seguem juntitos com o vento se amadrinhando comparças
Qual duas nuvens esparças em mutuo solidarismo
Acariciando o lirismo de um branco bando de garças.
     Tem muita gente que fala do meu vier teatino
Mas eu transo meu destino como manda a lei divina
São ordens que vem de cima do patrão onipotente
Somente a gente se sente se ronda uma noite inteira
Quando uma estrela matineira se perde no continente.
     Mais triste que urutau, mais xucro que pantanal
Meu canto tradicional há de cruzar mil fronteiras
Em toadas galponeiras romances do meu rincão
Num desabafo de peão que aprende cantar solito
Quando de noite ao tranquito dá medo da solidão.
     Nunca vou cantar pra o mal, meus versos são para o bem
Muitos carinhos me vem quando me eoncontro pajando
E se peão pobre eu ando e se me alegra com meu canto
Meus versos cheirando campo faz me prever sonhador
Que se eu nasci pra cantor eu hei de morrer cantando. 
Site: Casa Noel Guarany 
Site: Memorial Noel Guarany 
Site: Monumento Noel Guarany 
Site: Noel Guarany 
Vídeo: Noel Guarany por Linha Campeira 
Vídeo: Charles Arce canta "Total" de Noel Guarany 
Vídeo: Potro Sem Dono de Noel Guarany 
Vídeo: Jorge Guedes Canta Noel Guarany

Outros videos

GETÚLIO VARGAS EM SÃO BORJA - RS - EM 1952

GETÚLIO VARGAS EM SÃO BORJA - RS - EM 1952

II EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL DE SÃO BORJA, presentes o governador Ernesto Dornelles, Protásio Vargas e deputado João Goulart.

Ver detalhes »

Rock de Galpão - Amigo Punk e Vento Negro

Rock de Galpão - Amigo Punk e Vento Negro

Rock de Galpão recebendo o Prêmio Açorianos de Música de Melhor CD Pop, e nosso vocalista Tiago Ferraz como melhor intérprete.  O Roque de Galpão tem se destacado em gráfico crescente divulgando de forma original a musi...

Ver detalhes »

Os Quatro Troncos Missioneiros por Jayme Cae...

Os Quatro Troncos Missioneiros por Jayme Cae...

Payada Os Quatro Missioneiros - Jayme Caetano Braun ---São quatro cernos de angico/Falquejados na minguante,/Que vêm trazendo por diante/Nosso tesouro mais rico,/Que há três séculos e pico/Os centauros nos legaram/Memór...

Ver detalhes »