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Oração de Posteiro

De tarde... Boleio a perna e maneio o redomão, -no portão do cemintério. (Tauras... santas... e gaudérios... tudo em baixo deste chão!) - Ë aqui... A cruz... Pé de flor... Me ajoelho... E, a voz num temblor,  rezo uma pobre oração: Mãe-velha! Aqui está o teu piá, meio estropiado do mundo!
Com o meu recuerdo mais fundo te juro por esta luz: - Mãe-velha! pela saudade da tua antiga bondade, eu vim te ver na tua cruz.
Tua benção venho buscar para os vereios da vida. Trago espichada e estendida minha esperança de pobre. Com medo que ela arrebente, venho te ver novamente sobre este chão que te encobre.
Mãe-velha! Não fui maleva! Eu nunca te contrariei. E, se um dia, te magoei, logo pedi o teu perdão! Como quando tu vivias, no meu jardim de alegrias derrama o teu coração.
Escuta! Santa Mãe-velha: -Pede a Deus junto a ti, que a estes teus netos-guris faça uns gaúchos de alma reta na conduta sem desmancho. E à neta... orgulho do rancho! porque inté é linda a tua neta.)
Me ajuda a ver se deu jeito que eles aprendam a ler, para o mundo compreender, sem gritos, ralhos, nem relhos. Por mim ensino o que posso: -Já les dei o Padre-Nosso e um pouco de teus conselhos.
Que eles, sendo moços feitos, se por outros pagos cruzem, buenos e leais, não abusem da força que os tauras têm. Faz, que o destino confirme,tua neta - a gauchita firme!  que nunca engane a ninguém.
E se um dia estale a guerra, que encarem o sol de frente! com essa bondade valente que vem, mãe-velha, de ti. E honrem a marca da herança dos que empurraram com a lança esta fronteira até aqui!
Que a mãe deles seja sempre a boa e fiel companheira a quem pobreza e canseira é um galardão de Jesus. Quando a encontrei (comparando... ) fui como um cego sarando!-bobo do encontro com a luz.
Que eu tenha força nos braços, coragem no coração, para agüentar o tirão, e a minha gente conduzir. E me dê sorte e bom vento para eu ganhar seu sustento e os trapos pra eles vestir.
Que a saúde não me deixe! para eu criar a ninhada sem andar esparramada como filhos de avestruz. E com patrões mais humanos possa eu viver muitos anos para enfeitar tua cruz! 
Bueno... Mãe-velha... Vou indo... E ao tranco... Tenho a alma inteira presa na estrela boieira, que me olha, no céu parada, também tão longe e solita... 
- Como se o olhar de velhita me acompanhasse na estrada!  Autor Aureliano de Figueiredo Pinto.
Nossa Senhora do Chimarrão.

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